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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Licença Ambiental.


Como tirar licença ambiental para sua empresa
Para abrir uma empresa é necessária a apresentação de alguns documentos. Vamos saber quais?


Para abrir uma empresa é necessária a apresentação de alguns documentos. Um deles é a licença ambiental. Por falta de conhecimento ou até mesmo desatenção, muitos estabelecimentos não cumprem com essa obrigação e são punidos.

Como tirar licença ambiental para sua empresa


O que é o licenciamento ambiental?É um documento obrigatório pelo Poder Público. Através dele é feito o controle ambiental. A emissão do mesmo é feita por meio de um órgão relacionado ao Meio Ambiente.
Esse procedimento autoriza a abertura e implantação da empresa, assim como fiscaliza suas atividades. Se o estabelecimento apresentar potencial poluidor ao meio ambiente precisa conseguir a licença.
Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), devem emitir esse documento empresas:



  • Extração e tratamento de minerais
  • Indústria de produtos minerais e não metálicos
  • Indústria metalúrgica
  • Indústria mecânica
  • Indústria de material elétrico, eletrônico e comunicações
  • Indústria de material de transporte
  • Indústria de madeira
  • Indústria de papel e celulose
  • Indústria de borracha
  • Indústria de couros e peles
  • Indústria química
  • Indústria de produtos de matéria plástica
  • Indústria têxtil, de vestuário, calçados e artefatos
  • Indústria de produtos alimentares e bebidas
  • Indústria de fumo
  • Indústrias diversas (produção de concreto, asfalto e galvanoplastia)
  • Obras civis
  • Serviços de utilidades
  • Transporte, terminais e depósitos
  • Atividades diversas (parcelamento de solo e polo industrial)
  • Atividades agropecuárias
  • Uso de recursos naturais





Conseguindo o licenciamento

Como tirar licença ambiental para sua empresa


A licença é emitida em três etapas:

1 - Licença Prévia
O primeiro documento emitido pelo órgão ambiental. É autorizado na fase preliminar do planejamento da empresa. É válido por quatro anos.

2 - Licença de Instalação
Dá aval à implantação da empresa. Uma atenção deve ser dada nessa etapa. Isso porque a instalação do empreendimento deve seguir o planejamento inicial. Diferente do primeiro documento, sua validade é de seis anos.

3 - Licença de Operação
Autoriza a operação da empresa. Nessa etapa o empreendimento está liberado para executar as atividades e oferecer serviços ao mercado. A validade da licença varia de quatro a seis anos, sendo necessária sua renovação.


A importância do licenciamento
Empresas, indústrias e demais empreendimentos são obrigados a apresentar a licença ambiental desde 1981. Quem não tiver esse documento está sujeito à punição, prevista na Lei de Crimes Ambientais.
Além disso, caso precise de um empréstimo junto ao BNDES só poderá fazê-lo se estiver devidamente licenciado.


Disponível em: <https://www.iped.com.br/materias/ambiental/tirar-licenca-ambiental-empresa.html>
Acesso em 09 de Novembro de 2016

sábado, 5 de novembro de 2016

Do desastre à renovação

Lama de Mariana vira material para construção

lama de mariana
Foto: Diulgação.


O ano passado foi desastroso para cidade de Mariana, do interior de Minas Gerais. Barragens da mineradora Samarco romperam e Mariana ficou imersa à destruição de muita lama. Tentando reconstruir a cidade e melhorar as atuais condições de vida da população local, um projeto, batizado de Tijolos de Mariana, tem o intuito de transformar a lama de mariana em tijolos para a reconstrução de casas populares, hospitais e escolas para cerca de 400 famílias. A ideia central do projeto é aproveitar a quantidade enorme de rejeitos que se espalhou por Mariana e no entorno, transformando-as em algo útil, ajudando na reconstrução da cidade. O Tijolos de Mariana é fruto de uma parceria das empresas Grey Brasi, Ecobrick (empresa de tijolos ecológicos) e os alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A ideia é que a fábrica do projeto, funcione com a mão de obra local, gerando 80 empregos diretos e indiretos à comunidade. Até o momento, foram fabricados apenas tijolos artesanais simbólicos, produzidos em Campinas, com o objetivo de divulgar a campanha para angariar fundos para a construção da fábrica em Mariana.

 
lama de mariana
Foto: Divulgação.

Todos os tijolos contam com a letra “M” em homenagem à cidade de Mariana, e se tudo der certo poderão ser encontrados à venda em lojas nacionais, com lucro revertido para ajudar a região. Atualmente, há um projeto de financiamento coletivo criado para ajudar o projeto Tijolos de Mariana , com valores de R$ 25 a R$ 5 mil. O processo de fabricação, segundo os fabricantes, começa com a filtração da lama, que é transformada em um composto limpo e atóxico. Posteriormente, essa lama ganha um formato de tijolo através de um processo ecológico que não envolve a emissão de gases. Segundo os criadores, esses tijolos são até sete vezes mais resistentes que os tijolos comuns. Outro projeto que tem aproveitado a lama de Mariana foi encabeçado pela empresa Lepri. A marca desenvolveu uma técnica para reaproveitar a lama na produção da linha de revestimento cerâmico Brick Natura. Parte do lucro da venda da linha será revertido em doação para a cooperativa Linhares, afetada com a tragédia. A intenção da empresa é introduzir a técnica de reaproveitamento em outras linhas.

lama de mariana para cerâmica
Revestimento em cerâmica da Lepri. 


Se provado que o material não é tóxico e não apresenta risco aos trabalhadores e usuários, essas Iniciativas mostrarão que o reaproveitamento, além de ser fundamental para o meio ambiente, pode ajudar a reconstruir uma cidade.

Disponível em: <http://sustentarqui.com.br/acabamentos/lama-de-mariana-reconstrucao/>
Acesso em 05 de Novembro de 2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Bioconstrução

Descubra o que é a Bioconstrução e suas Curiosidades


A bioconstrução é um conjunto de técnicas para a construção de casas e edifícios com elementos naturais, como terra e fibras vegetais. Esse tipo de construção tem como objetivo a redução das toxinas, que são extremamente prejudiciais ao ser humano, e como vantagens o aumento da durabilidade das paredes, a diminuição da variação de temperatura no interior da casa e o baixo custo de investimento e operação.


Bioconstrução

                                                                   Bioconstrução


Os engenheiros e arquitetos responsáveis por esse modelo de obra devem sempre buscar soluções que visem à preservação do meio ambiente, como escolha do material adequado, com matérias-primas naturais ou recicladas; fontes alternativas de energia, como energia eólica e solar; economia e gestão de água, com a utilização da água da chuva; coleta seletiva e reciclagem de lixo no local em questão e utilização de técnicas que utilizem barro, bambu ou palha.

Veja algumas técnicas de bioconstrução:

Superadobe

Utiliza sacos com terra comprimida para construir paredes e coberturas bastante resistentes, capazes de suportar climas extremos.

Construção de superadobe

                                               Construção de Superadobe


AdobeO tijolo de adobe é feito com barro e palha mesclados e moldado e seco de forma natural. A palha presente na composição propicia grande conforto térmico.

Construção feita de adobe

                                                       Construção feita de Adobe


COBÉ uma técnica que possibilita moldar uma mistura de areia, palha, argila e água até atingir o formato desejado. Esse método é bastante antigo e permite abusar da criatividade na construção.

Casa feita com técnica COB
                                                  Casa feita com técnica COB


Pau a piqueTambém chamada de taipa de mão ou taipa de sebe, consiste na construção de um quadro de galhos: os verticais cravados no chão e os horizontais encaixados nos verticais. O quadro é preenchido por uma trama de bambus ou de galhos. Depois, são abertos espaços para janelas e portas. Os buracos da trama são preenchidos com argila.

Casa de pau a pique
                                                    Casa de pau a pique


Fardos de palhaCom esse tipo de técnica, as paredes são grossas e protegidas contra o frio ou o calor. Além de rápido e barato, esse processo é muito durável – há casas feitas de fardo que duram mais de 100 anos.


Casa construída com fardos de palha
                                                   Casa construída com fardos de palha


Entenda a diferença entre bioconstrução e construção sustentável
Apesar de ter vários pontos em comum com a bioconstrução, a construção sustentável não possui os mesmos conceitos. Uma construção sustentável não visa à elaboração de casas e edifícios com apenas elementos da natureza, mas propõe soluções para amenizar os problemas ambientais e contribuir com a sustentabilidade, sem deixar de usar a tecnologia moderna para atender as necessidades dos moradores. Embora sejam diferentes, ambas proporcionam bem-estar e um novo estilo de vida ambientalmente correto aos que aderem a essas técnicas alternativas.



Disponível em: <http://blog.giulianaflores.com.br/sustentabilidade/descubra-o-que-e-a-bioconstrucao-e-suas-curiosidades/>
Acesso em 01 de novembro de 2016

domingo, 16 de outubro de 2016

O Tripé da Sustentabilidade



O tripé da sustentabilidade

Uma pesquisa realizada recentemente pelo SPC Brasil e pelo portal de educação financeira “Meu Bolso Feliz” revelou que 50,7% dos entrevistados levam em consideração as práticas de uma empresa em relação ao meio ambiente ou à sociedade antes de comprar um produto ou contratar um serviço.
tripe-sustentabilidade
O dado indica que o consumidor está cada vez mais consciente, o que modifica sua relação com as organizações, as marcas e o mercado. Por esse motivo, muitas empresas vêm se preocupando em atingir e demonstrar um desempenho ambiental e social correto, além da tradicional busca por benefícios econômicos (lucros). O selo de “empresa sustentável” se tornou uma vantagem competitiva.E engana-se quem pensa que, para conquistá-lo, basta plantar meia dúzia de árvores. O aspecto ambiental é importantíssimo, mas uma empresa só pode ser considerada sustentável se combinar a preocupação com o meio ambiente a obrigações sociais – sem, obviamente, ter que abrir mão dos ganhos financeiros.Isso significa, entre outras coisas, estar adequada à legislação trabalhista, pensar em aspectos como o bem estar dos funcionários e, ainda, em como a atividade econômica afeta as comunidades que se localizam no entorno da empresa.Foi o sociólogo inglês John Elkington que, em 1996, criou o termo “Triple Bottom Line” (ou “Tripé da Sustentabilidade”), principal paradigma trabalhado hoje pelas organizações que buscam a sustentabilidade dos negócios. Resumidamente, segundo este conceito, prosperidade econômica, qualidade ambiental e justiça social devem andar juntos, como explica o infográfico:
infografico
Especialista em finanças e professor da Fundação Dom Cabral, Rodrigo Zeidan avalia que “Aqueles empreendedores que tiverem o foco somente no lucro, sem se preocupar com a inserção das empresas na sociedade, vão ver suas receitas diminuírem no médio prazo e suas chances de sucesso, reduzidas” (Fonte: Exame.com).
Disponível em: <http://www.limptex.com.br/sustentabilidade/o-tripe-da-sustentabilidade/>
Acesso em 16 de Outubro de 2016.
 
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