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Logística Verde

Sustentabilidade, conectando atitudes para ajudar o planeta.

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sábado, 15 de outubro de 2016

Afinal, o que é sustentabilidade ?


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Por: Carlos Cabrera
Sustentabilidade é a palavra que mais se ouve e se lê por aí — na administração, na economia, na engenharia ou no Direito. Mas, afinal, o que significa sustentabilidade? Como bom mentor, vou tentar explicar de forma simples o conceito que já faz parte da vida moderna. Em primeiro lugar, trata-se de um conceito sistêmico, ou seja, ele correlaciona e integra de forma organizada os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. A palavra-chave é continuidade — como essas vertentes podem se manter em equilíbrio ao longo do tempo. 
Quem primeiro usou o termo foi a norueguesa Gro Brundtland, ex-primeira ministra de seu país. Em 1987, como presidente de uma comissão da Organização das Nações Unidas, Gro publicou um livreto chamado Our Common Future, que relacionava meio ambiente com progresso. Nele, escreveu-se pela primeira vez o conceito:
 " Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades". Note que interessante: a proposta não era só salvar a Terra cuidando da ecologia, mas suprir todas as necessidades de gerações sem esgotar o planeta. " Nem de longe se está pedindo a interrupção do crescimento econômico ", frisou Gro. "O que se reconhece é que os problemas de pobreza e subdesenvolvimento só poderão ser resolvidos se tivermos uma nova era de crescimento sustentável, na qual os países do sul global desempenhem um papel significativo e sejam recompensados por isso com os benefícios equivalentes." 
Parece que Gro Brundtland adivinhava a crise recente das economias do norte e já salientava o papel dos países emergentes, como Brasil, China e Índia. Para você, vale lembrar que a sustentabilidade se aplica a qualquer empreendimento humano, de um país a uma família. Toda atividade que envolve e aglutina pessoas tem uma regra clara: para ser sustentável, precisa ser economicamente viável, socialmente justa, culturalmente aceita e ecologicamente correta. O desafio é enorme, envolve várias gerações e, por isso, você precisa estar ligado no tema. 
Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da PMC Consultores e membro da Amrop Hever Group 

Disponível em <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_474382.shtml> <http://lpcti.com.br/sustentabilidade/>
Acesso em 15 de Outubro de 2016.
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Marcadores: Sustentabilidade

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CO₂ como Matéria-prima


Ford transforma CO2 capturado em materiais inovadores


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São Paulo - Milhares de toneladas de dióxido de carbono (CO2) são liberadas a todo momento na atmosfera pelas atividades humanas. Mas o gás vilão do aquecimento global também pode ser uma excelente matéria-prima para novos produtos. 
Nesta semana, a Ford anunciou nos Estados Unidos o desenvolvimento de uma tecnologia que transforma o CO2 capturado em fábricas em materiais inovadores para aplicação em veículos da marca, como componentes plásticos e espuma. 
A nova espuma sustentável, produzida com até 50% de polióis (precursores essenciais para a fabricação de espuma) derivados de CO2, pode ser aplicada em bancos e capôs. O novo plástico também tem um grande potencial de uso em peças automotivas.
A expectativa é que, dentro de cinco anos, eles sejam aplicados na produção de carros da empresa. Segundo a Ford, esta tecnologia alcançaria, assim, um duplo objetivo: reduzir tanto as emissões de gases efeito estufa quanto o uso de plástico e espuma feitos de petróleo. 
" Entre os seus benefícios ambientais, sem dúvida, estão a redução do consumo de derivados de petróleo e das emissões de carbono, associados às mudanças climáticas ", diz em nota Debbie Mielewski, especialista de sustentabilidade da Ford. 
A fabricação de plástico é responsável por cerca de 4% do uso de petróleo no mundo, segundo a Federação Britânica de Plásticos. O desenvolvimento de materiais alternativos, nesse contexto, também ajuda a reduzir a dependência dessa fonte fóssil. Quando a Ford começou a pesquisa de materiais - então considerados "fantásticos" - nos anos 2000, o petróleo existia em abundância, era de fácil acesso e relativamente barato. Algo bem longe do cenário atual. 
A investida no desenvolvimento de materiais sustentáveis tem sido bem sucedida. Um exemplo é a espuma de soja, presente hoje em todos os carros da marca na América do Norte. Há também a aplicação de fibra de coco em forros de porta-malas, pneus reciclados e soja em capas de espelhos, camisetas e jeans reciclados em carpetes, além de garrafas plásticas recicladas no tecido da F-150. 
Entre outras investidadas "verdes" recentes, a Ford anunciou planos ambiciosos para transformar a sua sede em Michigan, nos Estados Unidos, em uma ‘minicidade’ de 690 mil metros quadrados com visual futurista e bem mais sustentável. 
Desenvolvido pelo escritório de arquitetura SmithGroupJJR, o projeto tem duração estimada de 10 anos e vai reunir em dois campi cerca 30 mil funcionários da empresa que, atualmente, estão dispersos em 70 edifícios (alguns dos quais construídos na década de 1950).

Disponível em <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/ford-transforma-co2-capturado-materiais-inovadores-950941.shtml>
Acesso em 14 de Outubro de 2016.
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Marcadores: CO₂, FORD, Logística Verde, Sustentabilidade

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Arquitetura Sustentável


Resíduos sólidos para a produção de insumos da arquitetura sustentável


resíduos sólidos
Processo de produção Santa Luzia – Divulgação


Resíduos sólidos para a produção de insumos da arquitetura sustentável

Indústria Santa Luzia prova ser possível reciclar para dar vida a materiais de construção responsáveis
Conhecida no setor de construção por seus revestimentos, rodapés e guarnições, a Indústria Santa Luzia tem se tornado referência quando o assunto é arquitetura verde. O motivo está nos perfis da marca, que fazem uso de resíduos sólidos para a sua produção, especificamente de poliestireno expandido (EPS) reciclado. Desde fevereiro deste ano, as linhas de todos os seus artigos passaram a contar com o respeitado Selo RGMat, importante declaração ambiental de produto que atesta os aspectos ambientais de materiais da construção.Inclusive, o conceito de reciclagem de resíduos sólidos da Santa Luzia, como matéria-prima base de seus perfis, é um grande diferencial para a obtenção de pontos em projetos sustentáveis, dentre eles o LEED® (Leadership in Energy and Environmental Design). Diante disso, a certificação RGMat da empresa é um facilitador a construtoras e profissionais do setor interessados em adotar medidas sociais, econômicas e ecologicamente responsáveis em suas obras, uma vez que disponibiliza a análise do grau de sustentabilidade dos produtos da marca.


resíduos sólidos
Pontos dos produtos Santa Luzia para o LEED – Divulgação



A recuperação de resíduos sólidos da Santa Luzia



Processos, vantagens e objetivos
Ao contribuir com a gestão de resíduos sólidos e, consequentemente, com a arquitetura sustentável, a Indústria Santa Luzia também inova, não só na diversificação do portfólio, como em seus métodos de produção. Vitor Favro, gerente de marketing e relacionamento da empresa, explica que o EPS é um plástico e pode ser reciclado, o que muitos desconhecem. Porém, para dar forma aos rodapés, o trabalho da indústria consiste em tirar a expansão do poliestireno expandido, transformando-o somente em poliestireno.

resíduos sólidos


resíduos sólidos“Aquela ideia de que rodapés feitos com isopor® (antiga marca Isolante Porto Alegre®) são frágeis, cai por terra justamente porque a Santa Luzia os fabrica de forma a acabar com o ar existente nele, convertendo-o em um material maciço. Ou seja, trazemos a matéria-prima para sua forma primária e criamos um produto compacto”, completa Favro. O gerente ainda afirma que a prova da resistência de seus perfis feitos com EPS está na reação positiva de novos clientes, pois vários chegam a confundi-los com madeira.O gerenciamento de resíduos da Santa Luzia também está presente em sua linha de produtos feitos a partir da reciclagem do poliuretano (PU). Nesse caso, o material é micronizado (transformado em pó) e prensado, processo do qual faz nascer os revestimentos da marca. A boa notícia ainda procede da indústria que fornece seus resíduos sólidos recicláveis, visto que as matérias-primas “andam juntas”. “Fábricas de geladeira, por exemplo, utilizam o EPS para a embalagem dos equipamentos, enquanto o PU é aplicado internamente para viabilizar o isolamento térmico dos aparelhos”, destaca o gerente.



resíduos sólidos
Recuperação de resíduos sólidos – processo de reciclagem do isopor – Diário Catarinense


E é aí que está a grande sacada sustentável de atuação da empresa: para a produção de seus perfis, não é preciso extrair sequer um insumo virgem da natureza, em vista da abundância de resíduos industriais hoje disponíveis. Além disso, segundo Vitor Favro, não há um único produto da Santa Luzia que não se insira no conceito de logística reversa. “Criamos nossos artigos e, quando trocados ou inutilizados, seus resíduos sólidos voltam para a fábrica e são novamente utilizados, transformando-se em novos produtos”.

Destinação de resíduos sólidos: os desafios do processo


resíduos sólidos
Material produzido pela Santa Luzia, distribuído durante a ExpoGBC – Divulgação


Antes da criação das peças, o sistema de fabricação dos produtos Santa Luzia começa quando a empresa encontra demanda suficiente de EPS e PU em seus vários pontos de coleta espalhados pelo país. Alguns são operados por ela, enquanto outros são controlados por parceiros que trabalham com o gerenciamento de resíduos. Os materiais também podem chegar dos próprios geradores desses resíduos sólidos, em razão da marca atuar como um destino correto para que eles possam cumprir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Porém, apesar das vantagens de sua operação, para “fechar a conta” de forma ainda mais positiva, a Santa Luzia – bem como outras fábricas nacionais que tenham o reaproveitamento de resíduos sólidos como base de suas mercadorias – tem de enfrentar certas disputas, ainda difíceis de vencer. Trata-se da falta de incentivo do poder público e de sua onerosa carga tributária cobrada em relação aos processos de reciclagem do EPS e PU, sem contar o caro transporte e a informalidade da atividade de reciclagem.




resíduos sólidos
Material produzido pela Santa Luzia, distribuído durante a ExpoGBC3 – Divulgação


De acordo com Favro, os impostos são cobrados em todas as etapas do processo, especialmente na logística e na cadeia da reciclagem para aquisição dos resíduos sólidos, o que faz em muitos casos o uso de matéria-prima virgem ser mais atrativo à indústria. “O maior desafio das indústrias que reaproveitam esse tipo de insumo está em fazê-lo chegar na fábrica com um custo menor – o que depende de ações governamentais e da própria indústria –, detalhe essencial que beneficiará todos os envolvidos, sobretudo o consumidor”, reforça.



resíduos sólidos
Material produzido pela Santa Luzia, distribuído durante a ExpoGBC2 – Divulgação


Vale destacar que, mesmo com o cenário desfavorável, a Indústria Santa Luzia consegue equilibrar três pilares fundamentais de sustentabilidade. Atende em âmbito social, uma vez que canaliza a coleta dos resíduos sólidos nas cooperativas, auxiliando-as no processo e gerando renda aos cooperados. Economicamente, porque consegue entregar ao mercado produtos acessíveis ser competitiva com seus produtos. E, acima de tudo, ambientalmente, já que são inúmeros os benefícios ecológicos proporcionados por seus métodos de produção.
Disponível em: <http://www.temsustentavel.com.br/residuos-solidos-para-producao-de-insumos-da-arquitetura-sustentavel/>
 Acesso em 13 de Outubro de 2016.

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Marcadores: Logística Verde, Produto Verde, Reaproveitamento, Recursos Sólidos, Resíduos Sólidos, Reutilizar, Santa Luzia, Sustentabilidade

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O que são produtos biodegradáveis ?


Eles são a solução para a questão do lixo nas cidades?

Imagem: Susan White/USFWS Headquarters - Flickr CC0



A preocupação a respeito dos impactos ambientais causados pela atividade humana vem crescendo nos últimos anos. Dessa forma, surgem medidas que visam mudar hábitos ou diminuir os impactos ambientais causados por humanos, principalmente na questão do lixo urbano. Muitas são as soluções já existentes para diminuir o volume de lixo gerado nas grandes cidade, como reciclagem, compostagem, incineração, reutilização de embalagens (refil, retornável, entre outras) e uso dos polêmicos produtos biodegradáveis - termo que vem sendo muito utilizado em diversos itens, pois agrega um valor “ecologicamente correto” e atrai mais consumidores.
A biodegradação é definida como o processo de transformação química promovida pela ação de micro-organismos sob condições adequadas de temperatura, umidade, luz, oxigênio e nutrientes. A biodegradação pode ser aeróbica ou anaeróbica. Nesse processo, o material original é alterado e, em geral, transformado em moléculas menores - em alguns casos, em água, CO2 e biomassa. Um parâmetro muito importante que define se um material é ou não biodegradável é o tempo que ele leva para ser decomposto por ação de micro-organismos. Normalmente, considera-se que um material é biodegradável quando este se decompõem em uma escala de tempo de semanas ou meses. Para que a degradação de um material biodegradável seja efetiva, o material deve ser levado, junto com o lixo orgânico, a uma unidade de compostagem, pois, nesse ambiente, o material encontrará condições ótimas para se decompor.
Um material pode até ser decomposto por ação microbiana, porém o tempo para que isso ocorra é muito grande, dessa forma, esse material não é classificado como biodegradável. Por exemplo: alguns tipos de plásticos (PVC, polietileno e polipropileno), que podem ser decompostos por ação microbiana, mas levam de dez a 20 anos para desaparecerem - dependendo da espessura, esse tempo pode ser ainda maior -, assim, não são classificados como biodegradáveis.
Para ser considerado biodegradável, um material ou produto deve atender a algumas normas internacionais, como as estadunidenses ASTM 6400, 6868, 6866, a europeia EN 13432, ou a brasileiraABNT NBr 15448 de biodegradação e compostagem, e comprovar suas propriedades por meio de testes em laboratórios certificados. Em seguida, são apresentadas as etapas da certificação biodegradável (compostável) para um plástico e suas respectivas normas:
1. Caracterização química do material: esta etapa inclui análise de metais pesados e sólidos voláteis na composição do material.


2. Biodegradação: é aferida por meio da relação entre a quantidade de CO2 emitida pelo plástico compostável com a quantidade emitida por uma amostra padrão, durante sua biodegradação, após um período de tempo (ASTM D5338).
3. Desintegração: o material deve, fisicamente, desintegrar-se (mais de 90%) em pedaços menores que 2 mm em 90 dias (ISO 16929 e ISO 20200).
4. Ecotoxidade: verifica-se se nenhum material tóxico, que atrapalharia o desenvolvimento de plantas, pode ser gerado durante o processo.
Atualmente, um material que vem sendo substituído por uma variante biodegradável é o plástico derivado do petróleo. A principal justificativa para isso é a alta resistência que esse material apresenta à degradação, sendo que alguns tipos de plástico levam mais de 100 anos para serem degradados. Desse modo, o acúmulo de material em depósitos de lixo e ambientes naturais é cada vez maior. Os plásticos biodegradáveis são classificados, de uma maneira simples, em naturais ou sintéticos

Plásticos biodegradáveis naturais

Os polímeros biodegradáveis naturais, também chamados de biopolímeros, são todos aqueles produzidos a partir de recursos naturais e renováveis. Compreendem os polissacarídeos produzidos pelas plantas (amido de milho, mandioca, entre outros), poliésteres produzidos por microrganismos (principalmente por diversos tipos de bactérias), borrachas naturais, entre outros.

Plásticos biodegradáveis sintéticos

Neste grupo estão alguns tipos de polímeros sintéticos que são degradados naturalmente, ou pela adição de substâncias que podem acelerar sua degradação. Entre estes plásticos destacam-se os oxi-biodegradáveis e os poli (ε-caprolactona) (PCL). Os plásticos oxi-biodegradáveis são plásticos sintéticos em que foram incorporados aditivos químicos pró-oxidantes em sua composição, capazes de iniciar ou acelerar o processo de degradação oxidativa, gerando produtos que são biodegradáveis. O PCL é um poliéster termoplástico biodegradável e biocompatível com aplicações médicas.

Detergentes

Entretanto, os plásticos não são os primeiros produtos a sofrerem alterações ou substituição devido ao seu impacto ambiental. Os detergentes, até 1965, utilizavam como matéria-prima alquilado ramificado (tensoativo - por definição, o tensoativo é uma substância sintética usada na fabricação de produtos de limpeza e cosméticos e que provoca a junção de substâncias que, em seu estado natural, não seriam misturadas, como é o caso da água e do óleo), cuja pouca biodegradação gerava um fenômeno de produção de espuma nos cursos de água e nas estações de tratamento. Dessa forma, os alquilados ramificados foram substituídos pelos alquilados lineares, classificados como biodegradáveis - em seguida, foram criadas leis que proibiram a utilização de alquilados ramificados. No Brasil, o Ministério da Saúde proibiu, a partir de janeiro de 1981 ( Art. 68 do decreto n°79.094, revogado pelo Decreto n°8.077, de 2013), a fabricação, comercialização ou importação de saneantes de qualquer natureza (detergentes) contendo tensoativo aniônico não biodegradável.
A biodegradação de agentes tensoativos lineares pode ser divida em primaria e total (ou mineralização).

A biodegradação primária

é aquela que ocorre quando a molécula foi oxidada ou alterada pela ação de uma bactéria, de maneira que tenha perdido as suas características de tensoativo ou que não mais responda a procedimentos analíticos específicos para a detecção do tensoativo original. Este processo se faz rapidamente na maioria dos casos, diversas bactérias especializadas são capazes de metabolizar tensoativos. Inicialmente, a biodegradação primária foi aceita como suficiente, contudo, os resíduos orgânicos são considerados estranhos ao meio ambiente.

 Biodegradação total ou mineralização
A biodegradação total, ou mineralização, é aquela definida como sendo a conversão completa da molécula do tensoativo em CO2, H2O, sais inorgânicos e produtos associados com o processo metabólico normal da bactéria.

Biodegradação é a salvação?
Atualmente, com o aumento da demanda por produtos biodegradáveis, surgem novas alternativas de produtos no mercado. As empresas estão aumentando suas pesquisas para o desenvolvimento de produtos convencionais, como fraldas, canetas, utensílios de cozinha, roupas, entre outros, em suas versões biodegradáveis.
Apesar das vantagens propostas pelos matérias biodegradáveis, alguns pesquisadores consideram que essa não é a melhor alternativa para alguns tipos de resíduos. Segundo o professor doutor José Carlos Pinto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os ecologistas se equivocam quando tratam o material plástico como lixo. Para o pesquisador, o resíduo deve ser tratado como matéria-prima. Todo material plástico é, potencialmente, reciclável e reutilizável. Para José Carlos, as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente deveriam lutar, portanto, pela popularização da educação ambiental e pela implementação de políticas públicas de coleta seletiva e reciclagem de lixo; além disso, o governo federal deveria implementar políticas que obrigassem as grandes produtoras de plásticos a investir na reciclagem e reutilização de seus produtos.
É importante que se perceba que, se o material plástico se degradasse, como os alimentos e dejetos orgânicos, o material resultante da degradação (por exemplo, metano e gás carbônico) iria parar na atmosfera e nos mananciais aquíferos, contribuindo sobremaneira com o aquecimento global e com a degradação da qualidade das águas e dos solos.
A característica de biodegradação de um material pode ser muito vantajoso para o meio ambiente, porém essa não é a única solução para a diminuição da geração de resíduos. É necessário que sejam estudados todos os efeitos que a degradação de um determinado material pode causar ao meio ambiente, e, além disso, ponderar qual é o destino  mais eficaz para determinado produto.

Disponível em: <http://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/4072-produtos-biodegradaveis-o-que-e-um-produto-biodegradavel-oxi-biodegradavel-plastico-detergente-ecologicamente-correto-impactos-geracao-metano-residuos-co2-biomassa-agua-escala-tempo-material-ambiente-condicoes-decomposicao-quimica-desintegracao.html>Acesso em 12 de outubro de 2016.
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Marcadores: Biodegradável

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Sulfite Responsável

Uso do papel alinhado à preservação ambiental

Quem nunca recebeu um e-mail com as frases “ Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade com o meio ambiente” ou “ Salve as árvores! Não imprima estes e-mail”? Nós, da International Paper, acreditamos que o consumo consciente e o respeito ao meio ambiente devem ser preocupações constantes de todos. Mas é preciso dizer que o uso do papel é totalmente alinhado a preservação ambiental.
Para começar, o papel para imprimir e escrever fabricado no Brasil é 100% proveniente de plantações de eucaliptos certificadas, cultivadas exclusivamente para a colheita e produção de matéria-prima.
Durante o período em que esses eucaliptos crescem, eles absorvem gás carbônico da atmosfera e recuperam o solo onde estão plantados. Quando são colhidos, deixam no mesmo solo resíduos orgânicos que reciclam os nutrientes e preparam a terra para um novo plantio ou regeneração natural. Em algumas fases do seu desenvolvimento, podem absorver um volume maior de água, porém esse volume, ao longo do ciclo, não é diferente do consumo dos principais cultivos agrícolas e matas nativas. Além disso, essas plantações geram renda, melhoram o aproveitamento da terra e representam fontes renováveis e sustentáveis de matéria-prima  para o papel e muitos outros produtos que são indispensáveis para o dia a dia de milhões de pessoas em todo o mundo. 
Por isso fique tranquilo se precisar imprimir qualquer coisa. O papel é um produto biodegradável, renovável e sustentável, feito a partir de florestas plantadas que capturam CO2 e fazem bem para o meio ambiente.

Resultado de imagem para chamex

Disponível em: <http://www.chamex.com.br/blog/?p=325> 
Acesso em 11 de outubro de 2016.

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Marcadores: Biodegradável, Logística Verde, Reflorestamento
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